quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

UM ANO BEM NOVO.

Então estamos na metade da última semana do ano, temos mais 3 dias de ano velho e deu. Tudo novo de novo.
Vamos celebrar, vamos amar, vamos contagiar!
Ano de novas conquistas, de novos amores, de novos sabores.
Encho meu coração de paz e esperança a cada ano que se inicia, a cada dia que raia no céu.
Época de promessas e mudanças, energias boas se espalham pelo ar.
Vamos perdoar mais, magoar menos, amar mais.
Viva, viva, viva!
Em todos os sentidos da palavra VIVA!
E mais uma vez,
um ano bem novo para todos nós!

O futuro é agora.



Sabe quando tu tens vontade de chorar, mas é um choro vazio...
Tão vazio que as lágrimas secam e tu choras pra dentro, chora com a alma.
Hoje foi assim, quis chorar pelo mal que me fizeram, pela ferida que me deixaram, mas essas pessoas não merecem nem meu pranto, não merecem que eu demonstre qualquer interesse por elas, mesmo que seja por desinteresse.
Não entendo como esse mundo possa ser tão cheio de gente gananciosa, que se acha tão melhor do que os outros, que o pouco que tu tens a dar não parece suficiente para elas, por isso te rejeitam, a ti e a tuas melhores intenções, como se tu fosses um verme, um parasita qualquer.
Isso me dói, me machuca a alma de forma tal que eu chego a sangrar por dentro, não pensando só em mim, pensando no que essas pessoas podem ser capazes de fazer, no tamanho mal que elas podem fazer para conseguir o que querem e em quantas pessoas elas podem menosprezar para que se sintam maiores.
Tenho pena dessas pessoas, elas têm a aura escura, jamais chegarão a uma plenitude espiritual, onde seriam capazes de perceber o quão boa é essa vida, o quão importante são os detalhes, o quão satisfatórias são as pequenas coisas.
Porque a vida é isso, é uma gargalhada de criança, é um abraço sincero, um beijo roubado, uma serenata na janela, um andar de mãos dadas, um eu te amo.
Os valores estão invertidos, as pessoas estão do avesso, o mundo está de pernas pro ar.
Mas e eu? O que eu posso fazer pra mudar isso?
Seco minhas lágrimas da alma e sigo em frente, sem passar por cima de ninguém, mas mostrando a essas pessoas o que realmente importa, o amor, a família, os amigos. O sentimento de verdade. A renovação, a energização, a paz.
Essa vida é uma só, somos todos predestinados, todos temos nossos carmas, o que nos resta é aproveitar cada momento como se fosse o último de nossas vidas e espalhar a luz por onde andarmos.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

In lake'ch



Repleto de motivos aparentes, hoje me deu uma enorme vontade de chorar, até as lágrimas secarem essa mágoa que repousa em meu peito. Vontade de chorar não só por mim, mas por essa humanidade, que anda se perdendo cada vez mais.
Perdendo amores, perdendo luz, perdendo pessoas. Pessoas boas, muito boas mesmo, mas por serem assim, tão iluminadas, tão cheias de vida para nos dar, acabamos calando-as com a morte. Pois é isso que está acontecendo com a humanidade, está morrendo. Valores se esvaindo em meio às futilidades, o amor se perdendo em meio a tanta luxúria, o meio ambiente sendo arrasado em meio a tanta ganância.
Talvez estas pessoas fossem boas demais para seguir nesse mundo material, vendo o homem destruir ao seu semelhante, vendo vidas e mais vidas desperdiçadas por bobagens, talvez seja isso...
Hoje parei para pensar no quanto eu mesma acabo por influenciar-me na maldade das pessoas, não que eu seja uma pessoa de toda boa, mas acabo indo na onda e quando vejo estou totalmente inundada de sentimentos ruins, de mesquinharia, coisas sem motivos, não pertencem ao meu ser.
Tenho medo desse mundo, tenho medo de dormir e não acordar para ver o meu destino. Tenho medo também de acordar e continuar vivendo nesse mundo louco.
Particularmente, senti uma vontade enorme de viver, seguir vivendo, curtindo momentos simples como um pôr-do-sol, que me dá tanta força, de amar as pessoas, todas, sem distinção, vontade de distribuir abraços sinceros, de dar um pouco de amor para a humanidade.
O tempo vai passando, e não quero ver minha vida como espectadora, não quero ver tudo isso passando diante dos meus olhos, quero lembrar-me como vivências, quero mais.
Quero doar-me todo dia um pouco mais, até me tornar inteira em cada um que me cerca.
Quero casar, ter filhos, amar, ser amada, quero tanta coisa, mas tenho tanto medo de ter tudo isso. Medo de não dar conta, de ser uma pessoa igual às outras, de ser mais um alguém a esquecer do mundo e viver só pra si.
Vou voltar para o mundo das fadas, passar um tempo lá, meditando, encontrando minha força e energia para seguir em frente, com sorriso no rosto e paz no coração.
Sinto que em breve terei uma mudança nessa vida mais ou menos que irá torná-la mais, da forma como anseio.
E então serei plena, estarei apta a aceitar todo ser como igual. Como sendo um outro eu, pois para enxergar a plenitude do próximo, tenho antes de encontrar a minha.
Amém.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Quero mais. Quero menos.



Sabe aqueles dias em que tu tá conseguindo montar teu castelinho de cartas?
Mas quando falta pouco pra terminar chega alguém e põe uma pedra em cima?!
Poisé, me senti assim hoje. Tudo deu certo hoje, tudo funcionou como eu queria. Minha rinite passou, consegui o estágio que eu queria, tranquei a cadeira que eu não queria fazer; tudo perfeito.
E sabe quando o pior lugar do mundo pra se estar é o lugar onde tu mora? Não, acho que são poucos que tem esse desprazer. De não ter uma casa, de não ter um canto, de não ter sossego.
Chegou um ponto em que eu topo qualquer parada pra não ficar parada nessa casa. E quando eu fico, uso um mecanismo de defesa bem simples, eu durmo.
Se me perguntassem agora, o que eu quero pra mim nesse momento, eu diria que é fugir, quero mais é ficar numa caverna, longe desse mundo bem besta, dessas pessoas que não sabem o que é realmente viver, que não sabem ser feliz sem ver o outro sofrer. Quero sair dessa vida mesquinha, quero fugir pro meu mundo, onde as pessoas são do bem, querem o melhor, espalham o amor.
Quero mais é que chegue logo essa nova era, que essas pessoas tão ruins voltem pro lugar de onde elas não deveriam ter saído.
E sabe do que mais? Quando me dizem que o destino é algo que a gente corre atrás, eu digo que eu estou tentando, mas também que sei que muitos não conseguem chegar aos seus destinos.
Cansei de chorar, cansei de ser feliz sem estar plenamente feliz, cansei de falsidade, cansei da comodidade, cansei da mediocridade.
Quero mais é uma praia, um pôr-do-sol, um chimarrão e muitos momentos de meditação.
Quero mais é entrar em sincronia comigo mesma, quero mais é que quem tá me fazendo tanto mal se foda, mas aos poucos, que é pra sentir tanta dor quanto eu sinto hoje.
Quero mais é arrancar essa dor de mim e extinguir um sentimento assim da humanidade.
O que eu quero? Sossego.
Isso sim.
Eu quero é MENOS. Quero menos preocupações, quero menos chateações, quero menos olho gordo, quero menos stress, quero menos chorar de tristeza, quero menos dinheiro, porque é em torno dele que gira a maioria dos problemas.
Quero mais simplicidade, amor, saúde e força pra conseguir chegar ao final e rir disso tudo.
E ainda mais, quero que quem me quer mal tenha muita saúde, pra assistir a minha volta por cima, a minha vitória, de pé.

segunda-feira, 15 de março de 2010



"Se eu tivesse um mundo só meu, tudo seria sem sentido. Nada seria o que é, porque tudo seria o que não é. E ao contrário, o que é, não seria. E o que não seria, seria. Você vê?"
Alice no País das Maravilhas

E é assim que é. Assim que não deveria ser. Assim que eu não queria que fosse, mas tá sendo. E eu tô viva, tô vivendo. Num mundo onde não há mais maravilhas, mas continua sendo maravilhoso. E se pudesse, mudaria tudo, arriscaria o certo pelo incerto, porque assim... ah assim não pode mais ficar.


quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Mate Solito.



Hoje fiz algo que não fazia a tempos. Mateei solita.
Juntei meu ipod, meu óculos e meu mate e me fui prum canto do jardim, aproveitar uma nesga de sol e pensar na vida.
Tchê, não fazia ideia da falta que eu sentia de um momento assim. Só eu, meu mate, o sol e minhas divagações.
Pensei sobre tudo; sobre a vida, sobre o que eu tenho na vida; sobre o amor, sorri quando pensei em meus amores; sobre a morte; sobre o mundo, chorei quando eu pensei sobre o mundo.
Chorei em pensar que daqui dois anos nada mais será como antes, é o início de uma nova era, a era da paz. Tocando "Hey Jude", só o que eu mentalizei foi "don't carry the world upon your shoulders". Aí eu sorri novamente e pensei o quão importante é aproveitar esse final dos tempos.
Sabe quando a gente tem um insight? Poisé. Eu tive um. O que falta pra mim é viver essa vida linda que eu tenho.
O tempo de ser feliz é agora. Não há mais como adiar. Não há mais para onde fugir.
Já dizia o grande Raul, quem não tem presente se contenta com o futuro e NÃO! Não vou me contentar com o amanhã, não vou me contentar com algo intocável, tão distante.
Vou aproveitar minha chance, vou ser feliz e já volto.
Divaguei tanto, sobre tudo, que acabei me perdendo em pensamentos e, quando dei por mim, não estava mais pensando em nada, estava meditando.
Hoje eu entendi a importância da meditação na vida, a importância de se estar tão em sincronia consigo mesmo que pode-se perder em seu interior.
É algo inenarrável. Uma experiência única. Inacreditável a sensação de bem estar, de não saber quanto tempo se passou, só saber que foi o suficiente para mudar a vida.
Acredito que na lista das coisas que um homem deve fazer na vida, além de escrever um livro, plantar uma árvore e ter um filho, deve-se acrescentar um momento de meditação.
O que eu entendi hoje é que eu não quero mais esperar, quero fazer acontecer, quero fazer desse mundo mais meu do que nunca, quero sonhar, quero viver, quero ser feliz e mais nada.

sábado, 20 de junho de 2009

Olavo Bilac




"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo

Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto,

Que, para ouvi-Ias, muita vez desperto

E abro as janelas, pálido de espanto ...


E conversamos toda a noite, enquanto

A via láctea, como um pálio aberto,

Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,

Inda as procuro pelo céu deserto.


Direis agora: "Tresloucado amigo!

Que conversas com elas? Que sentido

Tem o que dizem, quando estão contigo?"


E eu vos direi: "Amai para entendê-las!

Pois só quem ama pode ter ouvido

Capaz de ouvir e de entender estrelas."

domingo, 7 de junho de 2009

Eu acredito em fadas.


Se um dia, todas fadas adoecerem, o que será de nós?
Quem irá iluminar nossas noites e encantar nossos dias?
Sonhem mais, acreditem nas fadas, pois, cada vez que alguém diz não acreditar nelas
Uma fada se apaga, morre pra sempre.
Aí, o mundo delas adoece junto ao nosso, junto à nossa imaginação
Que fica cada vez mais pobre.
Sonhem mais, acreditem mais,
Na beleza dos seus sonhos.

Quem somos nós?

Diga-me então, se sabes a agonia de olhar-te no espelho e não reconhecer-te?
O sofrimento que dá, de olhares à tua volta, e tua aura não reconheceres
Fechar os olhos e olhar para dentro, procurando encontrar-te e, cada vez mais, perder-te.

São tempos de guerra, num mundo onde a paz é utópica
Mudar teu mundo sem perspectiva que ele seja mudado
Irradiar luz diante de pessoas que não a reconhecem entre tanta escuridão

Fácil seia fugir para dentro de mim e deveras ser plenamente feliz
Num mundo onde não se conhece armas e os abraços,
ah, os abraços, durarariam mais de um minuto inteiro

Esse estranhamento diante de mim mesmo me assusta
O lugar onde vivo obnubila minha mente
E escurece minha alma

Mas continuo buscando a serenidade
Sigo em frente, levanto a cabeça
Buscando meu ponto de equilíbro.

domingo, 31 de maio de 2009

Não posso continuar celebrando a estupidez humana.

Manhã chuvosa de sábado, levanto atrasada, compro um café no posto em frente a minha casa e vou em direção à parada de ônibus. Indubitavelmente acordei de bom humor, feliz por mais um dia de trabalho não remunerado. Até me deparar com a primeira pessoa de mal com a vida na rua, xingando o ônibus que não havia passado e o trabalho que estava atrasado. Gente chata e sem nenhuma graça, pensei comigo. Segui em frente.
Tomei todo meu café, vagarosamente e logo que terminei, chegou meu ônibus, perfeito. Botei o copinho agora vazio no lixo e subi ao ônibus. Não tão cheio quanto o de costume, mas as pessoas ali presentes pareciam estar enchendo aquela atmosfera de mau humor e insatisfação, abstrai novamente, levantei-me, pois já estava chegando meu ponto e esperei. O motorista, desatento, não parou. Tudo bem, desceria na próxima. Alguém chamou o ônibus, por isso o motorista parou, continuava desatento ao sinal de desembarque e deixou eu e mais uma moça rabugenta esperando que nem patetas diante da porta fechada. Ela deu um grito, ele abriu na hora, mas aquilo entrou em mim de uma forma. Guardei. Caminhei até a parada.
Meninos corriam na rua, atrás de um cachorro que tentava esconder-se. Outro cachorro ali perto latia insistentemente, afim de proteger seu semelhante. Nada adiantou, quando se aproximaram, percebi, eles tinham pedaços de tijolos na mão. Cruelmente encurralaram o cachorro, que em vão tentou fugir, mas mesmo assim foi atingido por aquele pedregulho na sua parte traseira, correu ganindo.
As outras pessoas na parada censuraram o garoto que rindo raivosamente e não dando muita bola, disse que o cachorro estava comendo os bixos no seu jardim. Saiu correndo novamente em direção ao novo esconderijo canino. Exitei, com lágrimas nos olhos. Minha vontade era pegar o pedaço de tijolo, agora no meio do asfalto e sair correndo atrás dos meninos. Acertá-los em cheio, bem como o fizeram com o pobre cão. Mas mais uma vez exitei.
Aquele sentimento me invadiu, era uma violência exacerbada, contra um animal indefeso, que apenas seguia seus instintos. E se os meninos o fizeram com um animal, não exitariam em agredir um ser humano. Esse é o futuro da civilização, pensei.
Vamos celebrar a estupidez humana. Timidamente chorei.
Dirigi-me ao ônibus que estava partindo e tentei fugir para as páginas do meu livro, que ainda bem hoje pela manhã me acompanhava. Funcionou. Ele me entendeu, sabia que eu estava passando um momento difícil e transcreveu aquilo que eu necessitava ler.
Disse-me que as pessoas não são mais malvadas, são imbecis. Pois os malvados têm consciência dos seus atos, pensam antes de agir; enquanto os imbecis agem instintivamente, tirando de sua frente quem ousar atravessar seu caminho.
Sorri e agradeci, a literatura sempre me cura.
Cansei das pessoas, cansei desse mundo. Vou reiventar o meu mundo, trazer pra perto de mim quem estiver em sintonia, quem conseguir me ajudar a subir minha frequência que de uns tempos para cá só tem baixado. Preciso de mais tempo comigo, de mais meditação.
Não consigo coagir mais com essa humanidade. Torço para que a profecia Maia se concretize e o mundo volte a ser um lugar melhor, que essa nova era que está chegando seja, realmente, de almas evoluídas, pois se continuar assim, não haverá nova era.
E então, quando tudo pede um pouco mais de calma
O coração acelera
Ponho um pouco mais de alma
E desisto da espera

Parece tudo em vão
Mas perdoem-me os calculistas
Eu vivo é de emoção

Perco o sono
Entro em cena
Alma pequena?
Sai de foco

Minha vida é assim
também tenho dias ruins
Mas são estes que me ensinam
E os bons se valorizam.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Fase Podrômica.

E então, quando torna-se difícil encontrar o limiar entre o normal e o patológico, é por que estamos nos perdendo nas suas entrelinhas?
Penso que uma hora eu ei de surtar. Não é possível deparar-me com patologias diferentes todo dia, com histórias semelhantes à minha todo dia e continuar sã.
Sabe aquela história de que cada pessoa que passa em nossas vidas leva um pouquinho de nós e deixa um pouquinho de si?
Pois veja bem se não tenho a razão.
Acordo cedo todo dia, me dirijo à clínica psiquiátrica onde estagio, chego no horário, tenho que ouvir de pessoas que são tão estagiárias quanto eu que estou atrasada e que tenho de rever conceitos pois estou me preparando para a profissão, mas e elas? não estão preparando-se também para a formação? querida, faz o teu que eu faço o meu. Saio ligeiramente e já estressada da sala dos estagiários e me dirijo à unidade.
Lá me acalmo. Vejo pessoas com tantos problemas maiores que os meus, que tem tanto do que reclamar, mas que estão lá, rindo junto à seus amigos imaginários. Isso me faz um bem inenarrável. Entro na viagem deles, rio junto e converso com seus amigos. Experiência que só quem passa pra entender.
Sendo assim, será que não sou eu a louca? Não ouço vozes, não acho que as pessoas me perseguem ou que tenha câmeras e microfones instalados na minha casa. Mas tenho minhas angústias. Tenho meus medos bizarros. E principalmente, gosto mais de pessoas com a dita patologia do que as ditas "normais".
Sabe, admiro as pessoas que reconhecem seus problemas e buscam ajuda, gosto das pessoas que sabem seu ponto de ruptura e apesar de terem todos seus medicamentos, alucinações, delírios e tudo mais com o que se preocupar, param para olhar o seu próximo. Estão sempre dispostos a estender uma mão a quem necessita.
São pessoas que caem, mas se esforçam para tentar levantar o outro. Admirável, força imensurável, compaixão.
Tenho muito o que aprender com eles ainda, e vejam bem, tenho a certeza de que os ouvindo, acabo mais por ser ajudada do que ajudando. São pessoas assim que engrandecem minha vida a cada dia e fazem eu querer cada vez mais estar perto dessas patologias.
Posso perder muitas vezes o limiar, adoecer junto, mas tudo é crescimento, é ajuda mútua. Quando penso estar mal, eles me levantam e me sinto capaz de ajudá-los a levantar.
Tento outra vez.
Compaixão, passe adiante.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

E então, nesta semana
Onde nada parecia acontecer
Resolvi dormir
E em meus sonhos viver
Q'aquele que me faz sorrir.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Não há razões para negar
Não há razões para fingir
Há algo pairando no ar
Há de ser meu elixir.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Pegue um tanto de paixão e
Acrescente um tanto de tpm
Pode dar um pouco de insônia
Mas alegrará o coração.

domingo, 12 de outubro de 2008

Esta manhã
Foi tão difícil levantar
Fiquei na cama, presa aos meus sonhos
Sem mais, deveras, querer acordar.


19.06.2007

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

http://www.ajudeumvirgem.com/

Então, aonde se encontra o limite das pessoas?!
O blog mais inusitado que eu já tinha visto foi criado por um amigo que estava atrás de uma namorada, agora fazer um site pedindo ajuda para perder a virgindade?! O cara tá precisando mesmo.
Fico pensando o que leva uma pessoa a este tipo de atitude. Não seria melhor mudar seu comportamento afim de arranjar uma namorada e assim acabar com o "problema" de ser virgem?!
Ou então, quem sabe arranjar um terapeuta que possa lhe ajudar no assunto, porque ele deve ter ficado traumatizado depois da tentativa frustrada aos 20 anos.
Bom, o que me ocorre é o seguinte, cada um tem seu tempo, não tem porque marcar data, fazer promessa, ou simplesmente acabar com a situação com a primeira pessoa que se dispuser a "ajudar".
Errado, muito errado.
Mas enfim né, talvez seja eu careta demais, talvez não esteja me adaptando bem à essas modernidades, ou talvez eu esteja maximizando a situação mesmo.
Enfim, não cabe a mim julgar, mas pelo menos tô fazendo a minha parte, sendo verdade ou não, dêem uma conferida aí e ajudem o cara!

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Vejo esse ônibus lotado
Apinhado de gente
Estranha
Vontade de sumir daqui.
Vejo em mim a necessidade de escrever

Mas não consigo enxergar a finalidade

Seria para satisfazer meus desejos mais intrínsecos
Ou apenas para suprir a raiva em mim contida

Diante desse Mundo tão injusto?

Quem viver, verá.

Os dias têm sido cada vez mais estranhos. Veja bem o que se passa, segunda-feira de noite, depois de uma boa aula de psicopatologia I e mais duas horas de espera, chego na aula que faço no prédio da letras e descubro que meu professor e mais uma colega possuem a bíblia dos transtornos mentais. O professor, até que sabe usá-la, afirma que constrói seus personagens a partir dos transtornos citados no livro, agora a colega, mostra nem saber do que se trata. Com sua bela ignorância sobre o assunto, me pergunta, como se fosse um gibi, se eu gosto do livro?! POR FAVOR, cala a boca, pensei comigo mesma. Mas como sou uma pessoa contida ultimamemente, apenas suspirei e guardei pra mim aquela pergunta infeliz. (Não, não gosto de estudar a mente das pessoas, tô fazendo Psicologia porque não consegui passar em contábeis.) Enfim, passado o ocorrido, diversas outras discussões vieram à tona durante a aula, sobre padres pederastas, e a profissão puta. Mas não foram tão marcantes.
Então ontem, terça-feira, depois de ter andado pra cima e pra baixo novamente com a bíblia, tive de voltar da aula às 19h dentro dum ônibus lotado, sem lugar pra nem mais uma pulga, de pé, segurando aquilo em meus braços como se fosse uma criança. As pessoas não têm mais um pingo de compaixão para com o próximo, olhavam para meus braços e fingiam não ter visto nada. Meu ombro doía, minha cabeça doía, a ressaca mental me ardía as têmporas, mas segurei firme a onda e fingi estar tudo bem. Cheguei em casa e parecia ter corrido uma maratona.
Dei uma olhada no msn, nada muito diferente do habitual, fui suprir minha compulsão alimentar que se alojou em mim durante o congresso, depois fiz algo inédito, vi um capítulo de novela interessante, porém muito mal feito(como todos os demais), tomei um banho e fui deitar. Não consegui ler, apenas virei pro lado e dormi. Dormi como se não houvesse amanhã.
Hoje pela manhã, simplesmente ignorei o despertador e segui em meus belos sonhos que habitam minha mente cada vez com maior intensidade. De repente ouço uma voz, até agora não sei se era real ou apenas meu superego dizendo "Acho que ela não vai levantar". Rapidamente olhei meu celular que marcava nada mais, nada menos que 12:30. Jesus, pensei, será que fui eu ou o dia que esqueceu de amanhecer? Abri a janela e aquela escuridão adentrava meu quarto como se houvessem construído um muro em frente à minha janela.
Vai saber, os dias têm sido cada vez mais angustiantes, parece que terminarão a qualquer momento, parece que o Mundo simplesmente vai cansar dessa gente tão mesquinha que o habita e vai explodir, vai ter um surto psicótico e expulsar tudo e todos que o tornam tão pesado, tão sem vida.
O que me leva a pensar que de fato o calendário Maia se concretizará e apenas as pessoas de alma elevada irão ter forças suficientes para continuar aqui. Aquelas que não se importam em sugar os outros, se importam mais a proteger-se e ensinar os outros a parar com isso.
O Mundo me assusta cada dia mais, as pessoas me sugam, a natureza se rebela, está tudo cada vez mais doido, está tudo cada vez mais cheio de estar tão vazio. Parece que os habitantes deste planeta são seres tão medíocres que foram mandados para cá por não merecerem nada melhor.
Isso tudo me deixa exausta, mas é a certeza de que há um Mundo bem melhor longe daqui, que me deixa em paz.
Quem viver, verá.